Itens de material escolar têm aumento de até 86%

Procon-PE fez levantamento e apontou a diferença de preços de alguns produtos, entre dezembro e janeiro

Ir às compras para adquirir o material escolar nas livrarias e papelarias da Região Metropolitana do Recife (RMR), e também no interior do Estado, requer do consumidor um pouco mais de disposição, se quiser economizar. Embora a Associação Brasileira dos Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares (Abfiae) tenha estimado no fim de 2018 uma alta média de 10% dos principais itens solicitados pelas escolas do País, levantamento do Procon-PE aponta que a diferença de preços de alguns produtos, entre dezembro e janeiro, já chega a 86%. Se comparados os valores cobrados nos diferentes estabelecimentos comerciais, o preço do mesmo produto pode variar em mais de 200%.

Segundo os dados do Procon-PE, os produtos que apresentaram maior alta de preço entre os meses de dezembro e janeiro foram o apontador de lápis (86%), caderno de capa dura com 15 matérias (47,19%), estojo de pintura a dedo (40,38%), caderno brochura (33,39%), cartolina (33,33%) e mochila escolar (33,20%).

Já em relação à diferença de preços entre os estabelecimentos comercias, entre as sete lojas pesquisadas pelo Procon, a cartolina dispara em relação à discrepância dos valores cobrados. Se em alguns pontos a folha do papel cartolina é encontrada por R$ 0,80, em outros o produto chega a custar R$ 2,99 – diferença de 273% no preço. O papel crepom é outro item que pode pesar no bolso do consumidor que não pesquisar. De uma loja a outra, a diferença chega a 140%. A borracha branca varia 168,85%, assim como o apontador (132,33%), o caderno de dez matérias (125,96%) e a caixa de giz de cera com 12 cores (125,31%).

“Selecionamos 60 itens dos materiais mais utilizados e tivemos variações muito grandes. O que orientamos é que o consumidor faça a pesquisa e verifique o que pode ser reutilizável, de preferência sem levar a criança na hora de adquirir o produto. Outra coisa muito importante é que os pais exijam das escolas o plano de trabalho, para saber quando cada material será utilizado. As instituições não podem, por exemplo, exigir a entrega de todo o material no primeiro dia ou semana de volta às aulas”, afirma o gerente de fiscalização do Procon-PE, Roberto Campos.

De acordo com o economista da Fecomércio, Rafael Ramos, para quem não conseguiu antecipar a compra do material escolar, a hora agora é de realmente “pesquisar, e muito”. “Economizar se antecipando não tem mais como, então o que vale agora é a pesquisa. No caso dos livros, tem gente que procura os de segunda mão, nos sebos, mas também tem gente que de fato pesquisa em vários locais, e com um grupo de pais fica mais fácil também conseguir um bom desconto”, afirma Ramos. Para ele, como o terceiro trimestre geralmente compromete mais a renda das famílias, o ideal é que a compra dos itens pedidos pelas escolas seja feita à vista. “À vista, geralmente, já há um desconto de até 10%. É sempre bom prezar por esse tipo de pagamento porque não leva endividamento para os meses seguintes, principalmente agora com fatura maior ainda dos gastos de fim de ano, aproximação do Carnaval e pagamentos de IPVA e IPTU”, reforça o economista.

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